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Desaparecimento de idosos




O desaparecimento de idosos é algo mais corriqueiro do que imaginamos. Basta vermos a quantidade de notícias nos jornais de idosos que se perderam, e infelizmente nem todas tem um final feliz. A 4ª Delegacia de Investigação de Pessoas Desaparecidas registra uma média de aproximadamente 80 desaparecimentos mensais de pessoas com idade acima de 65 anos.


Existem inúmeros motivos para o desaparecimento desses idosos. Desde doenças como Alzheimer, até mesmo lapsos de memória devido à idade, a desorientação no idoso é algo que comum. Números apontam que 3 em cada 5 pessoas com demência acabam por se perder em algum momento e aproximadamente 60% dos pacientes com Alzheimer acabam se perdendo uma vez na vida. É algo que causa grande perigo aos idosos e preocupação aos familiares.


Muitas vezes o idoso não admite que está perdendo a capacidade cognitiva, e não aceita ajuda dos familiares. Mudanças no padrão de esquecimento geram preocupação às famílias, e elas começam com um simples esquecimento de nome, ou mesmo o idoso que não esquecia e começa a esquecer. É importante não banalizar esse esquecimento, e prestar mais atenção, mas sem infantilizar o idoso. Apesar de às vezes nos sentirmos “pais” dos nossos pais velhinhos, não podemos esquecer que ele não é uma criança, mas sim uma pessoa que construiu uma história, que adquiriu sabedoria e que hoje necessita de nosso cuidado.


Mas como prevenir?


Existem atitudes, que mesmo que pareçam ser bobas, na hora de um desaparecimento podem fazer a diferença. Como por exemplo garantir que o idoso esteja sempre com algum tipo de identificação. Pode ser no chaveiro, no bolso, uma corrente, no formato que o idosos preferir. O importante é que nessa identificação contenha o nome do idoso e o telefone de contato da família. Dessa forma, caso o idoso se perca e não consiga se comunicar ou lembrar de onde veio, alguém desconhecido tem informações cruciais e pode tentar se comunicar com a família ou a própria polícia.


É legal também conversar com vizinhos, por exemplo. Muitas vezes a família não mora tão próximo, e ter alguém de confiança por perto “de olho” no idoso é uma segurança a mais para a família.


O que fazer quando o idoso se perder?


A primeira recomendação é procurar a polícia. Seja presencial ou online, é necessário realizar o Boletim de Ocorrência. Existe um mito que é preciso aguardar 24 horas para registrar o boletim de ocorrência, mas isso não é verdade. Quanto antes melhor.


Após o registro do boletim, as redes sociais podem ser um aliado. Compartilhar a foto do idoso nas redes sociais, juntamente com as últimas informações de roupa que o idoso usava, local visto e telefone de contato é de grande ajuda. O poder da internet pode fazer a diferença.


Vale ressaltar que após a pessoa ser encontrada, é importante divulgar um “boletim de encontro” pela internet e na delegacia mais próxima de sua casa para suspender as buscas. Retire também as fotos divulgadas nas redes sociais.




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