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  • Luísa Bernardes

Golden hour - a hora de ouro na terceira idade

Na busca por uma vida mais ativa e independente, muitos idosos tendem a envelhecer em casa, o chamado fenômeno Aging in Place (envelhecimento no lugar). Isso, no entanto, representa insegurança para os familiares e aumenta o risco de acidentes quando o idosos está sozinho, e na ausência de alguém que possa ajudar o idoso.


A queda representa um grande problema para as pessoas idosas dadas as suas consequências (injúria, incapacidade, institucionalização e morte) que são resultado da combinação de alta incidência com alta suscetibilidade à lesões. Cerca de 30% das pessoas idosas caem a cada ano.


Quando um idoso cai costumam surgir sequelas graves e além disso, as quedas também começam a ocorrer novamente. Estudos mostram que cerca de 60% dos idosos que caíram, cairão novamente em 12 meses. Por isso é necessário estar atento a esses detalhes e se adequar ao ambiente para que proporcionem maior segurança não só ao caminhar na rua, mas também dentro de casa, já que sete em cada dez quedas ocorrem dentro de casa.

Especialistas apontam que, no caso de queda de um idoso, o principal problema é justamente o tempo gasto para pedir ajuda. Por exemplo, se um idoso está sozinho e incapaz de se mover, pode levar várias horas para a ajuda encontrá-lo. Esse tempo é precioso e pode evitar que a situação piore.

Considerando todo esse contexto, fica claro que a forma mais eficiente de evitar acidentes na terceira idade é ter atenção com a prevenção dos fatores de risco. Manter consultas e exames médicos em dia, fazer exercícios que aumentem a força e a resistência muscular, adaptar os ambientes para minimizar causadores extrínsecos de quedas são itens essenciais para essa prevenção.


No entanto, nem sempre é possível evitar uma queda, e então é fundamental contar com socorro rapidamente. A chamada Golden Hour é o nome do período de 60 minutos após uma queda; se o socorro ocorrer dentro desse tempo, as chances do idoso ficar com sequelas reduz drasticamente. Ou seja, quanto mais rápido o idoso é atendido após uma queda, maior a chance de recuperação. Isso também significaria, consequentemente, menor custo de internação e recuperação hospitalar.


O ambiente residencial pode aumentar o risco de quedas e deve ser incluído na programação de avaliação da pessoa idosa. Presença de escadas, ausência de diferenciação de degraus e corrimãos, iluminação inadequada, tapetes soltos, obstáculos (fios elétricos, pisos mal conservados etc) no local de circulação, são alguns dos riscos comuns observados.


Por isso, separamos algumas medidas práticas para minimizar as quedas e suas consequências entre as pessoas idosas


a) Educação para o autocuidado.

b) Utilização de dispositivos de auxílio à marcha (quando necessário) como bengalas, andadores e cadeiras de rodas.

c) Utilização criteriosa de medicamentos evitando se, em especial, as que podem causar hipotensão postural.

d) Adaptação do meio ambiente (residência e locais públicos):

• Acomodação de gêneros alimentícios e de outros objetos de uso cotidiano em locais de fácil acesso, evitando-se a necessidade de uso de escadas e banquinhos.

• Orientação para a reorganização do ambiente interno à residência, com o consentimento da pessoa idosa e da família.

• Sugerir a colocação de um diferenciador de degraus nas escadas bem como iluminação adequada da mesma, corrimãos bilaterais para apoio e retirada de tapetes no início e fim da escada.

• Colocação de pisos antiderrapantes e barras de apoio nos banheiros, evitar o uso de banheiras, orientar o banho sentado quando da instabilidade postural e orientar a não trancar o banheiro.


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